terça-feira, fevereiro 20, 2007

Histórias de criadora,Episódio 3. As exposições.


O mundo das exposições, felinas ou caninas, é especial mas indispensável para um criador que se preze. Para nós, as nossas pequenas preciosidades peludas são as mais belas do mundo e a opinião dos outros não nos interessa nada...mas, não é bem assim.
Realmente, só depois de muitos anos de experiência, um criador é capaz de avaliar bem os seus gatos. Levá-los às exposições, vê-los serem julgados e comparados, aprender a linguagem esotérica dos "pontos", dos Cac e Cacib, perceber porque diabo de ordem são chamados, a que grupo e cor pertencem, com todos os códigos e tiques, faz parte do querer criar bem.
Claro que os juízes ao dizerem-nos que o "grooming" (a toilette do gato) não está em boas condições, quando perdemos mais de uma hora no banho do bicho, fazem-nos sentir "maçaricos". Não tem muita importância, na próxima já tentamos fazer melhor.
É também o primeiro contacto com os outros criadores e os outros gatos. Para mim, que só gostava de gatos de rua e, mais tarde, do Maine Coon porque tinha ar de gato, foi uma revelação! Já os conheço, já gosto e já sei os nomes, das raças, e dos próprios gatos.
É também o melhor sítio para falar...de gatos. Este hobby é muito absorvente e há uma altura em que a família e os amigos já não nos suportam com as nossas intermináveis conversas sobre os bichanos e as descobertas que sobre eles fazemos. É o momento de começar a conviver com quem tem os mesmos interesses.
Claro que nem tudo é bom, há alguma má língua, invejozites e vaidades despropositadas, mas como em qualquer outra, separando o trigo do joio, é uma actividade que distrai, proporciona convívio e, sobretudo, em que aprendemos mais sobre a raça que criamos.
Quanto aos gatos, há os que gostam de se exibir e os outros que nem tanto...o doce Catsby passou por fera quando, enervado pelos outros machos demasiado perto, me deu uma unhada na vista quando fiz o disparate de meter a minha cabeça na gaiola para lhe dar um miminho. Fiquei conhecida de todos nesse dia e dei má reputação ao pobre gato. Inexperiência!

Histórias de criadora, Episódio 2. Os bébés

Tinham finalmente chegado.
Primeiro a Carlota, uns meses mais tarde o Catsby, também chamado por nós, o Bi. Eram umas bolas de pelo e faziam uns ruídinhos curiosos, mais pareciam rolas do que gatos. Como não gosto de bichos muito barulhentos, para isso basta-me o Freud, fiquei encantada. Ambos eram curiosos sempre a querer ver o que estávamos a fazer. Ela talvez mais independente e, sem dúvida, a "patroa". Comia primeiro e dava-lhe a sua sapatada de vez em quando. O cão gostou deles, o Clif, o nosso gato de rua, agora com oito anos, achou menos graça, mas resignou-se. Desde que não o maçassem muito...
Ao fim de um mês achei que o Catsby não estava a progredir muito e resolvi pesá-lo. Tinha perdido peso e a criadora dele a quem perguntei o que devia fazer, alarmou-me. Com três, quatro meses, um gatinho não perde peso se não tiver algo grave. Foi uma correria, o veterinário habitual estava de férias e felizmente, encontrei um simpático e competente casal de veterinários em Sintra, que lhe fizeram todos os exames possíveis, enquanto ele deixava de comer e já só vivia no meu quarto e no da minha filha e "sócia". A ligação foi especial e ficou para sempre, a ternura com que se encostava a nós e como deixava fazer todas as judiarias médicas. De repente começou a comer alguma coisa e a melhorar mas alguns valores ainda não estavam normais. Pensávamos que já não serviria para criação. O veterinário aconselhou-me a esperar e a dar-lhe tempo.
Nunca se conseguiu perceber o que teve, uma planta tóxica do terraço, alguma infecção, tanto exame e nenhum foi conclusivo. Para nós, tinha sido a primeira má experiência. Os bichos podem ficar doentes e podemos ficar sem eles.
Com o Catsby recuperado, era a altura de nos iniciarmos nesse mundo novo das exposições felinas.

Histórias de criadora, Episódio 1. O ínicio.

Quando, há três anos atrás, me lancei nesta grande aventura de ter Maine Coons, estava longe de imaginar o que isso ia mudar os meus interesses e até, em certa medida, a minha vida. Criar, como hobby, era ter um casal de gatos que teriam, pelas leis da Natureza, gatinhos. As gatas sendo boas mães não iriam precisar dos meus serviços e eu proporcionaria comida, carinho e conforto. Estava feito!
Deveria escolher então as cores. Comecei por gostar dos mais típicos, os brown/black blotched tabby, sendo o castanho e o preto, obviamente as cores, o tabby era o padrão (por oposição aos sólidos que não têm marcas) e o blotched o tipo de padrão (por oposição ao mackerel/tigrado) e assim encomendei e esperei ansiosamente, meses, pelo primeiro casal, depois de procurar na net os de que mais gostava pelas fotos que via todos os dias.
Pouco depois achei que não poderia passar sem uma gata vermelha/red (aquele alaranjado intenso), sem saber que são raras e que não ia ser tarefa fácil, porque ambos os pais têm que ter a mesma cor. E foi justamente ao procurar essa pérola rara, que contactei uma criadora inglesa, a quem não cheguei a comprar gato algum, por falta da cor pretendida, que me perguntou:
- Você sabe que gatos está a comprar? Sabe que algumas linhas de exposição têm mais doenças que outras? E sobre os pedigrees e a genética, tem informação? Conhece algum criador, mesmo de outra raça, que a possa ajudar em geral e nos partos?
A todas estas perguntas a minha resposta era lamentavelmente, não!
Mas, pela primeira vez, alguém se preocupava. Essa senhora não deu opiniões, não disse mal dos colegas, alertou. Sugeriu-me que contactasse outras criadoras que me poderiam dar alguma orientação, palavra de que não gosto muito, mas que se revelou providencial.
Lancei-me na Amazon em busca de informação e encomendei uma molhada de livros, sobre a raça e sobre criação e genética. Passei a dedicar algum tempo ao Pawpeds, uma base de dados sobre pedigrees, que tem imensos artigos sobre estes temas. E contactei mais criadores.
Surgiram então as grandes clivagens, os partidários das linhas de exposição opõem-se ferozmente aos de linhas outcross e foundation, a pretexto de que os gatos não correspondem ao estalão, não são tão "tipados", gatos de rua, chegam a dizer. Os outros criticam o excesso de endogamia (inbreeding) e o silêncio, a que o ambiente das exposições e a vontade de ganhar votou a questão mais importante, a saúde dos gatos.
Ao falar com uns e com outros e alguns contactos também no mundo dos cães, cheguei à conclusão que a questão não tem a ver com Maine Coons. O equilíbrio do triângulo, saúde, temperamento, beleza, é crítico em várias raças, sejam de gatos ou de cães e certamente de outros animais também.
Mas era tempo de receber a Carlota, de Espanha e o Grande Catsby da Alemanha. As viagens de avião correram bem e eu tinha finalmente Maine Coons ao vivo, para apreciar e acarinhar.

Philadelphia 1 ano

Lembram-se do Phil? O filhote da Choice, a gatinha que perdemos na cesariana? Não é dos maiores, mas ficou um dos mais meiguinhos, provavelmente, por ter sido criado por nós a biberon, com uma ajuda da Tia Carlota. Vive com um amiguinho persa e tem uma dona e uma madrinha fantásticas que não se aborrecem nada que ele seja um pouco "melga".
Para não perdermos a sua linha, queríamos casá-lo com a Ella Fitz. Resta saber se ela não se encantou já com o Duke sem que tivéssemos notado...haverá mais novidades sobre este casal nas próximas semanas.

O Phil está quase com um ano e a "madrinha" esteve a tirar-lhe fotografias que vão directas para o nosso album e que adoramos partilhar.
Na varanda, em pose. Artística esta, hein?!
Lindo, não é?
Há uns meses atrás...

sexta-feira, fevereiro 16, 2007

As futuras mães!




Gordinhas e anafadas, a Moonie e a Fin preparam-se para a maternidade!

domingo, janeiro 21, 2007

Amizades de Inverno!

A Carlota e o Freud.

sábado, janeiro 20, 2007

Próximas Ninhadas



Este ano começou preguiçoso e sem muitas novidades. As meninas mais novas não parecem interessadas na maternidade e não tem havido exposições. Mas não se inquietem os nossos leitores habituais, desapontados pela falta de notícias, isto vai mudar.
A Fin e o Catsby estiveram juntos pelo Natal. Aguardamos a confirmação da gravidez, que nos daria gatinhos nos primeiros dias de Março. Com sorte, um vermelho, ou ginger, que já é ansiosamente esperado em Espanha.

sexta-feira, dezembro 22, 2006

Boas Festas!

A todos os nossos amigos e, em especial aqui, aos que connosco partilham a paixão pelos Maine Coons, e, ainda mais em especial, à rede que se vai alargando de donos de gatinhos Artsycats, desejamos um Bom Natal e um Feliz Ano Novo, na companhia dos bichanos.
Atenção às àrvores de Natal e recomendamos fortemente a utilização de bolas inquebráveis:-)

terça-feira, dezembro 12, 2006

Exposição da Batalha

A Moonie a descansar das canseiras de estrela.
O Duke a ser avaliado pela Juiza, Mrs. Hamalainen.
O Petit Prince, nomeado para Bis, a ser avaliado pelo Juiz, Mr.Scholer.

Resultados:
131ª EIG Batalha 9/12/06
Duke Ellington CAC
Ella Fitz CAC
Reine Margot CAC
Moonie Ex 2
Petit Prince (3-6meses) Ex 1, Melhor da Variedade, Nomeado para BIS!
132ª EIG Batalha 10 /12/06
Duke Ellington CAC
Ella Fitz CAC
Reine Margot CAC
Moonie CAC
Petit Prince(3-6meses) Ex 1

domingo, dezembro 03, 2006

Um amor impossível...

Esperamos, ansiosamente, uma ninhada de gatinhos silver da Moonie com o Duke. O tempo passa e nada...quem é que lhe poderá explicar que o Freud não é a melhor opção?!

Pai e Filho


O Petit Prince já tem três meses e está quase a ir para casa dos seus novos donos. Uma ida à exposição da Batalha, no próximo fim-de-semana, com o resto da tribo e teremos de lhe dizer adeus. Felizmente não vai para muito longe e contamos com o habitual envio de umas fotos para matar saudades. O pai Catsby fica em casa que, desta vez, são muitos para levar mas ainda não desistimos de o voltar a mostrar.

domingo, novembro 12, 2006

Le Petit Prince às 11 semanas.



Le Petit Prince a apanhar sol no terraço e na luta com a Margot. O bonitão ainda está disponível e poderá ser entregue aos novos donos depois de ir à Exposição da Batalha, dias 9 e 10 de Dezembro.

São Martinho

A Margot e o Freud; A Fin;
O Duke e a Moonie;
A Margot; O Catsby;
A Carlota;
A Ella;
A Moonie
Toda a tribo a aproveitar o sol do Verão de São Martinho!

domingo, novembro 05, 2006

Filhotes do Catsby.


No gatil Lusitânia ainda estão disponíveis, para entrega no final do mês, dois gatinhos filhos da Lou e do nosso Catsby: o Duque Negro e a Blue Diva.

Bob Red 5 aos meses.


Este nosso menino, também conhecido pelo Alentejano, continua a crescer.